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Tudo o que fazemos, quase todo o tempo, é para agradar as mulheres

Título original:  A 25 mil pés

por Luiz Felipe Pondé para a Folha

Estou a 25 mil pés de altitude, voando num desses turbo-hélices. Adoro o som da hélice. Lá embaixo, paisagens distantes. Gosto de voar.

Comecei a voar com um ano de idade, quando meu pai, então um jovem capitão médico da aeronáutica, me levava para voar em aviões da FAB. Entretanto, detesto aeroportos e classes sociais recém-chegadas a aeroportos, com sua alegria de praças de alimentação. Viajar, hoje em dia, é quase sempre como ser obrigado a frequentar um churrasco na laje.

Sentimo-nos insignificantes aqui em cima. Exemplo máximo da desmedida humana, voar nos faz pensar em coisas profundas como: "Qual o sentido da vida?"; "Existirá vida após a morte?" Movido por esse apelo que vem do "essencial" é que decidi falar de coisa séria hoje: vou falar de mulher.

Risadas? Nem tanto, caríssimo leitor. Se você for uma vítima, como eu, dessa maldição que é nascer heterossexual (um tanto fora de moda hoje em dia, quase reacionário), saberá que tudo o que fazemos, quase todo o tempo, o fazemos para agradar as mulheres. Parece que fomos "selecionados" assim.

Em cerca de 50% do meu tempo, penso em como fazer a minha linda esposa feliz. Bela e brava, ela é uma mulher muito exigente. O restante do tempo, passo pensando em como ganhar dinheiro para deixá-la feliz. Sempre fracasso, claro, ela é mulher. Risadas? Nem tanto. Exagero? Talvez um pouco.

Não fique brava, cara leitora. Fique firme no regime. Nada de queijo amarelo e doce no café da manhã. Lembre-se: se engordar, vai se sentir a última das mulheres. Pior ainda se sua colega de trabalho ou cunhada for mais magra que você. Mas não sofra demais. Vou lhe contar um segredo: como dizem sábios árabes, muitos homens gostam mesmo é de mulheres que "encham a cama".

Recentemente, revi o episódio nove ("Não Desejarás a Mulher do Próximo") da série para a TV polonesa "Decálogo", de 1988, do grande Krzysztof Kieslowski (1941-1996).

A história é a de um médico jovem e casado que, de repente, fica impotente pra sempre. Logo, nós, heterossexuais clássicos, pensamos: "Ufa, ainda bem que vivemos na era do Viagra" -que, aliás, em nível de grandeza, está para a invenção do avião e do computador, infinitamente superior à do antibiótico.

Mas, dizem os especialistas, alguns casos estão além de qualquer possibilidade de cura. Planejo um dia, após meus 90 anos, experimentar esse milagre. Agora, seria covardia com a concorrência. Afinal, sou pernambucano e nós, netos de Lampião, só sofremos desses males dos mortais depois dos 90 anos, quando sofremos.

Nós, humanos, somos seres que habitam dois mundos. Um, "espiritual" ou "simbólico", onde somos livres pra "evoluir" para mundos sem guerras, cheios de amor e pessoas que se respeitam todo o tempo. Enfim, livres pra pensar em nós mesmos de forma ideal. Outro, material, submetido à lei da gravidade e à miséria do tempo, onde sofremos a escravidão da realidade.

Tanto marido quanto esposa nesse episódio se viram como podem, cada um em sua miséria. Ele, temendo descobrir que, sem ereção, deixa de ser homem; ela, temendo que, afinal, deixe de amá-lo uma vez que ele não tenha mais ereção. Uma humilhação para o coração, derrotado pelo que falta "no meio das pernas", como diz a personagem feminina no episódio.

Nesse sentido, a questão posta por Kieslowski é cirúrgica. Para aqueles que se acham "belos", pergunto: quanto tempo uma "boa" esposa suportaria um marido "sem uso"? Quanto tempo sua "bela alma" suportaria o desespero de seu corpo, sedento pela penetração física, para além do blá-blá-blá brega de "ela tem direito de ser feliz"?

Às vezes, suspeito que um dos maiores segredos da civilização repousa sobre a capacidade ou não de um homem penetrar uma mulher. E o medo do homem de fracassar nessa missão é causa de enormes violências contra a mulher.
O grande mestre Freud dizia: se quiser pensar a sério, não fique na sala de visitas, vá ao quarto do casal. Ouça os sussurros e os lamentos. Pergunte coisas obscenas. Grande parte de minha crítica às feministas passa por aí: política, nesse assunto, é sala de visitas. Pousei.



Comentários

Ricardo disse…
Pois é, sr. Pondé, o Sr. elencou todos as desculpas que podem ser feitas por homens. Agora aqui vai uma diferente: uma desculpa feita por um homem que se sente mulher:
Um heterossexual que consegue se colocar no lugar da mulheres heterossexuais. Quão inédito isso representa para você?
Um heterossexual que não se preocupa com sua performance sexual (e deixo aqui para você imaginar como isso é possível?)
(Fraude? Neurose? Psicopatia? Sim, tudo isso é possível).
Mas eu prefiro uma nova forma de se entender como homem heterossexual nesta nossa modernidade. !!!!!!!!!!!!
Tente e descubra. Sr(a). Pondé.!!!!!!
Ricardo disse…
Pondé, mais uma vez, escancara todo seu ranço elitista ao dizer frases como "detesto aeroportos e classes sociais recém-chegadas a aeroportos, com sua alegria de praças de alimentação". É isso que é ser representante da "elite intelectual"? Vamos mal de elite, muito mal...
Mas, obviamente, as pondetes devem achar que se trata de mais uma manifestação de ousadia do mestre, ao dizer o que todo mundo pensa mas não tem coragem de falar. Bem, a esses só tenho a dizer: se todo mundo falasse em voz alta o que vai pela cabeça, não existiria civilização.
Anônimo disse…
Que bizarro. Tem gente que lê um artigo e não faz o menor esforço para a interpretação. Direciona palavras e reclama fervorosamente do teor "elistista" como se todos fossem obrigados escrever só aquilo que é socialmente aceitável.
Não julgo o Pondé melhor que ninguém. Mas acho muito bem humorada a forma mal humorada e recalcada que ele tem de se colocar, sem receio de admitir e expor seus próprios medos. E aí ponto final. Quem acha que esse tipo de texto pode agregar algo, terá quase sempre um prato cheio. E pra finalizar, espero que as pessoas continuem encontrando formas de não somatizar nenhum câncer. O Pondé pelo jeito achou o dele. Essa civilização só existe porque qualquer coisa pode ser dita, inclusive o monte de asneiras que esse moço Ricardo disse logo acima.
Abraços
Danilo
Obstinação disse…
E agora os machos começam a bater os chifres...
Anônimo disse…
Caro Pondé

Aqui vão meus parcos comentários. Já considerou: não gostar de dinheiro é hipocrisia. Concordo plenamente. Muito embora nada traga de novidade dizer que o motor do mundo consiste no dinheiro e na mulher extrai-se desse quadro como absolutamente plausível que os homens passam a quase totalidade de seu tempo objetivando dinheiro, certos que atingiram seu grande intento, a mulher. No entanto, afirmar que 50% do tempo é despendido com a mulher (esposa) e o remanescente em ganhar dinheiro somente para ela é, no mínimo, hipócrita. Homem ganha dinheiro buscando não só a satisfação da esposa. Evidentemente a grande maioria pensam em outras, até porque o Homem, antes de ser político, é animal.
Ricardo disse…
Anônimo Danilo,

Você não entendeu meu ponto. Se todos dissessem o que pensa, sem medir as consequências, a civilização, tal como a conhecemos, seria inviável. Seria a anarquia completa. Foi isso que eu quis dizer.
Agora, um ponto central da civilização é o direito de se dizer o que pensa, mas sabendo as consequências que isso pode trazer. Pondé tem todo o direito de destilar seus preconceitos e eu, como muitos outros, temos todo o direito de criticá-lo.
Agora, dizer que há algum humor, mesmo que enviesado (recalcado, como você disse), nos textos de Pondé é enxergar demais. Humor passou longe, só ficou o recalque mesmo.
Tente ler os textos do português João Pereira Coutinho, todas as terças-feiras na FSP. Você verá o que é humor fino de verdade, expondo seus próprios medos e recalques.
Eu não conheço a obra toda de Pondé, mas o Pondé colunista, na minha opinião, ainda não achou o ponto certo da escrita. Parece que escrever colunas, para ele, é um exercício de tortura, do qual ele tenta se livrar toda semana, regurgitando seus pensamentos sobre nossa cabeça.
Anônimo disse…
Ricardo,
Obrigado pela indicação. Vou procurar os textos do João Pereira Coutinho. Num próximo comentário digo o que eu achei! Sobre os textos do Pondé serem um exercício de tortura, te diria que faz bastante sentido. Vou tentar fazer essa leitura e tbm fazer a comparação com o J.P. Coutinho!
Abraço
Danilo
Anônimo disse…
Acho ótimo alguns textos do Pondé. Só gostaria de saber o quanto do Pondé existe em seus textos. Quando ele fala das classes recém chegadas aos aeroportos, penso que este "intelectual" adota este estilo Jaborniano por uma necessidade mídiatica.Não quero que ele escreva o "socialmente" aceitavel, mas parece que este estilo esta se generalizando. Prefiro o João Pereira Coutinho.
Ricardo disse…
Anônimo das 23:05

Também sou contra essa mania irritante do politicamente correto. Mas o que anda me irritando ainda mais é mania de alguns articulistas brasileiro de copiarem uma tendência crescente nos jornais norte-americanos: colunistas alinhados à direita que escrevem, supostamente, a "verdade" que ninguém ousa dizer. E isso inclui ofender ostensivamente as minorias de sempre, usar palavrões, ser machista e outras características que, supostamente, os torna mais "autênticos".
É sempre assim, em resposta a um extremo as pessoas tendem a usar outro extremo. É mais fácil do que tentar achar o equilíbrio. E mais preguiçoso também.
Anônimo disse…
Mas o Pondé é preguiçoso...
Anônimo disse…
Eu comecei a viajar antes, com quatro meses de idade, aos cuidados da aeromoça, num avião chamado caravelle, não sei se alguns aqui são velhinhos e já viajavam de avião.
Não me incomodam as praças de alimentação dos aeroportos cheias das classes emergentes, divirto-me bastante, inclusive, em observar os modos como imitam os salamaleques burgueses, tão artificiais a encenação tida como original, e a mimética bazófia.
E concordo em gênero , número e grau com tudo que diz o leitor Ricardo, e o bom nível que mantém no "debate" virtual.
Que bom que as praças (ágoras) discursivas destes portos da navegação internáutica, também possuam seus retoriconautas e os marinheiros de primeira e segunda navegação, parafraseando Aristarco.
Quanto mais literatura e cultura, menos pesa a existência, dizia Sartre, e eu sempre me distraio nesse divertissement pascalino, sem me atrever a torturar minha sofrida alma, com essas sandices e pseudofilosofices do imponderável.
Anônimo disse…
(im) Ponde (....rável). Pra quem sabe ler um pingo é letra.
Anônimo disse…
Agradar à mulher? Nem tanto...Os homens têm uma imago de mulher que é arquetípica; no caso específico daqueles que fazem a projeção, como é o caso dos querelantes-discursantes, onde a imago reversa ou sombra é a de uma fêmea exigente e insaciável - à qual se quer agradar para fugir da castração-; tal negatividade se expressa na compulsão pelas palavras, território nitidamente feminino, e na crítica comezinha, fofoca, os aspectos sombrios da feminilidade a qual inculcaram, na fixação. Esta imago, com a qual o pseudofilósofo parece estar casado, e intenta desesperadamente idolatrar, e conservar, pelo ego frágil e o consequente e eterno medo da perda; é a mater terribilis, a deusa ctônica, a imago da mãe aterradora e cruel; que está no fundo de toda identificação e projeção como polaridade oposta, a misoginia, ou a homossexualidade, reversos da fascinação ou da total rejeição.É que no inconsciente os extremos estão muito próximos, quase se entrechocam, assim como o temor e fascínio do pai também produzem desvios, transgressões e perversões da norma, quanto tiranias e violência como furor exacerbado dessa lei ou razão; idênticos excessos quanto ao eros materno podem configurar em desvios e alterações no afeto, que vão desde compulsões, fetiches, a caricaturas e overdoses do feminino, como o travestismo, a tagarelice e a mania judiciária, que são sombras da imago materna não integrada.
Na verdade, homens com uma imago de mãe exigente, ou suplicante, do tipo "você me deve o sacrifício de tê-lo feito nascer", ou até mesmo mães anuladas, fracas, vitimizadas e pouco investidoras do afeto na libido masculina; tendem a ser excessivamente fixados na feminilidade, na polaridade que lhes é permanente ausência, lacuna, na sua psique desfalcada. Não é À MULHER, mas à sua própria alma, feminina, que querem agradar, e pela satisfação libidinal, reassegurarem-se contra a perda pela fixação constante no objeto, e tal insatisfação reversa, querem reparar. Porque não foram suficientemente investidos pela libido materna, querem compensar com a libido alheia o desejo próprio descompensado...É agravante, no caso de um neurótico, tal fixação ser potencializada pelo fato da mulher ser branca, loura e linda, (inclusive - e aí perdem-se todos os atenuantes! quando o homem é justamente o contrário...)síntese de todos os atributos da divindade, dos padrões de que ele é excluido pelo nascimento, e pela normatividade ética e estética. Mais um sintoma a se acrescentar.
Anônimo disse…
Se vc passa todo o seu tempo tentando agradar mulher vc nao passa de um BABACA.
Mulher nao esta nem ai pro que fazemos ou deixamos de fazer.
suelysofia disse…
Olhá Sr Pondé, não sou nem pretendo ser feminista, mas o senhor, como bom machista subestima a capacidade feminina.

E só para constar, o Sr pode até ter ''nascido heterossexual'', mas, a quem o senhor deseja enganar com esse papo de ''nós, heterossexuais''?

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