
O assassino e pedófilo Admar Jesus da Silva (foto), 40, disse na segunda-feira (12) a jornalistas: “Não consigo parar de matar, preciso de ajuda para parar com essas coisas”.
Ao ser preso no sábado (10), depois de ter denunciado por um menino violentado, ele confessou ter matado seis jovens de 13 a 19 anos de Luziânia, cidade de 210.000 habitantes que fica a 196 km de Goiânia.
Em 2005, ele já tinha sido condenado a dez anos e dez meses de prisão por ter abusado de duas crianças e obteve redução de pena por bom comportamento.
Solto em dezembro do ano passado, em cerca de 30 dias ele já tinha violentado e matado os jovens com pauladas, golpes de enxadão e martelo de pedreiro, quatro pelas costas.
> Maníaco sexual é encontrado morto na cela. (18 de abril de 2010)
Quem soltou Admar foi o juiz Carlos de Miranda, do Distrito Federal. Ele desconsiderou o pedido do Ministério Público para que, antes de qualquer decisão, Admar fosse submetido a uma mais uma avaliação psiquiátrica.
Em maio de 2008, três psicólogos examinaram-no e concluíram que ele apresentava indícios de sadismo (prazer com a dor alheia).
Nesta terça (13) o Tribunal de Justiça do Distrito Federal emitiu nota com o argumento de que o juiz libertou Admar com base na avaliação da psiquiatra Ana Claudia Sampaio, que não detectou nenhum transtorno no réu. Ela examinou Admar uma única vez.
Até agora, a imprensa não encontrou a psiquiatra para que dê a sua versão.
Pela entrevista de segunda de Admar, até mesmo um leigo poderá concluir que se trata de uma pessoa com transtorno mental. “Recebo uma voz do além, que me manda fazer essas coisas [matar], acho que é o capeta", disse ele.
A promotora Maria José Miranda não se conforma com a decisão da Justiça. Ela disse ao Jornal Nacional desta terça que, no processo do Admar, escreveu à mão que, “considerando que não existe ex-estuprador e diante da extrema gravidade dos crimes cometidos, requeiro que ele passe por fiscalização sistemática. Tal medida pode salvar a dignidade sexual de muitas crianças”.
Não houve fiscalização alguma.
“O juiz alegou que ele [Admar] já estava praticamente solto, porque só dormia no presídio, ficava em liberdade durante o dia e ainda tinha saídas temporárias para passar com a família. Portanto, se já estava nesse sistema, já estava praticamente solto e não delinquiu, significa que ele poderia ir para o regime aberto diretamente”, disse a promotora.
Na época do pedido de Maria José, Admar já tinha matado quatro rapazes.
PRISÃO DECRETADA - atualização em 14 de abril de 2010
Adimar Jesus da Silva não poderia ser solto não só por causa do seu transtorno, mas também porque contra ele havia um pedido prisão preventiva decretada em 2000 pelo juiz Argemiro de Azevedo Dutra, da cidade de Serra Dourada, Bahia. A ordem de prisão consta no bando de dados da Segurança Nacional de Segurança Pública. Está em nome de Ademar, mas se trata da mesma pessoa. A informação é da TV Globo.
> Psicóloga dos irmãos esquartejados tenta se justificar. (17 de setembro de 2008)
> Casos de serial killer (assassino em série).
Comentários
Wander
A imprensa noticiou sim o nome do juiz que soltou esse canalha, é o Doutor Carlos de Miranda - embora pessoalmente eu me recuse a chamá-lo por "Doutor", Doutor é quem tem Doutorado, pra mim - e ainda fez o que a Justiça brasileira deveria ter feito, ouviu o maior especialista em Psiquiatria Forense do país - e um dos maiores do mundo - , coisa que nenhum órgão judiciário fez. O mesmo psiquiatra forense questionou o juiz, quando soltou o cito pedófilo, alegando bom comportamento. As palavras do especialista: "É claro que teve bom comportamento, na cadeia não tinha nenhuma criança para ele estuprar." Remeta-se a matéria vinculada no Jornal Nacional no último sábado.
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