
Em entrevista ao Diário do Grande ABC, a Isis Mastromano Correia, a psicóloga tenta se justificar: “Estão dizendo que nos laudos colocávamos que as crianças manipulavam suas intenções. No meu laudo jamais coloquei isso. O que consta ali é uma frase de um evento que aconteceu isoladamente no abrigo, em uma situação em que um deles mentiu, disse que foi o colega que havia feito algo e não ele".
Pergunta: por que a psicóloga se valeu de uma expressão tão abrangente (“manipular a realidade”) em relação a um evento banal e isolado, como ela diz que foi? Estranho, né. Essa explicação não convence.
Além de dizer que um dos garotos mentia, a Verônika afirmou que o reaparecimento da mãe dos meninos pode ter reacendido os conflitos entre os garotos e o seu pai e a madrasta.
Ela disse que João Vitor e Igor Giovani tinham tido um encontro com Cláudia Lopes dos Santos, a mãe, depois de anos sem vê-la. E que foi marcado um segundo encontro, mas Cláudia não apareceu.
É lamentável que a psicóloga tente de maneira enviesada atribuir aos garotos parte da culpa pelo fato deles terem sido mortos.
Afirmar que o reaparecimento da mãe deixou os meninos hostis em relação ao pai e à madrasta, de modo que houvesse mais atritos, é que é, de fato, manipulação da realidade.
João Vitor e Igor Giovanni foram vítimas de dois monstros: João Alexandre Rodrigues, o pai, e Eliane Aparecida Antunes, a madrasta. O Conselho Tutelar de Ribeirão Pires teve a oportunidade de salvá-los, mas não o fez por descaso e incompetência.
Ao menos agora, mortos que estão, mesmo que ainda seus corpos não tenham sido enterrados, os garotos deveriam ser poupados da avaliação da psicóloga Verônika.
> Caso dos irmãos mortos e esquartejados pelo pai e madrasta.
Comentários
Cordiais saudações!
Os autores desse crime são psicopatas, como muitos que estão por aí, sem tratamento, e não se deve querer que sejam mortos e sim, recuperados.
aff me poupem...
Aliás, foi o que a tal psicóloga teve a coragem de deixar subentendido ao afirmar que o reencontro dos irmãos com a mãe seria a causa do aumento dos atritos deles com o pai e a madrasta, o que acabou resultando na morte e esquartejamento.
Isto sim é que é lastimável.
Outra constatação: não é preciso ser psicólogo para entender de psicologia e ser psicológico formado (e por vezes arrogante) não quer dizer que a pessoa necessariamente entende do assunto.
Abraços!
Elcio Domingues Pereira.
Advogado em Campinas, SP
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