
Quando no dia 25 de agosto o dr. Roger Abdelmassih foi transferido da cadeia de uma delegacia de São Paulo para a detenção de Tremembé, a 138 km da capital paulista, o local já era conhecido como o Presídio de Caras, numa referência ao Castelo de Caras, da revista de celebridades.
Entre ilustres desconhecidos, em Tremembé estão pessoas que já eram famosas ou se tornaram por envolvimento (ou suposto) em crimes de repercussão na imprensa.

Os detentos dali são vips porque, em outra prisão, seriam rejeitados pela população carcerária. “Rejeitados” é um eufemismo, porque, na verdade, “eles poderiam ser linchados e até mortos”, nas palavras de Fabrício Quintanilha, um dos coordenadores de Execução Penal da Defensoria Pública do Estado, em entrevista à Band.
A Prisão de Caras tem apenas 366 presos – uma exceção no superlotado sistema penitenciário brasileiro. A maioria do detentos de lá possui ensino médio e curso universitário, o que torna a penitenciária única no país em nível de escolaridade. Trata-se de juízes, promotores, advogados, funcionários públicos graduados e agora pelo menos um médico.
Apesar do apelido de Caras, poucos dos presos de Tremembé despertariam a atenção da revista de celebridades. E o caso de Alexandre Nardoni, acusado de jogar por uma janela do sexto andar a sua filha, a Isabella, de 5 anos, e de Lindemberg Fernandes, o assassino confesso da adolescente Eloá Cristina. Há também os irmãos Cravinhos, o Cristian e o Daniel, que mataram a pauladas o casal Richthofen.
Há ali, com certeza, pelo menos uma pessoa que, além de Abelmassih, tinha currículo para ilustrar as páginas da revista. É Edemar Cid Ferreira, que foi um badalado banqueiro e amante das artes antes de se saber que desviava dinheiro de investidores para a sua conta. Não se pode citar, nesse caso, o ex-juiz João Carlos da Rocha Mattos, que só ficou famoso quando se descobriu que ele vendia sentenças.
Diferentemente do que os desinformados em celebridades podem achar, a revista não tem um castelo. O Castelo de Caras é um evento: anualmente, a revista reserva por alguns dias um hotel instalado em um castelo e para lá leva ricos e famosos, principalmente artistas da Globo. A primeira Caras foi criada na Argentina.
O Castelo de Caras de 2008 – ano dos 15º aniversário da revista no Brasil – ocorreu em um hotel ao norte de Nova Iorque, no Village of Tarrytowm, em um castelo edificado em 1897 por irlandeses às margens do Hudson River.
O prédio da Penitenciária de Tremembé foi construído próximo do rio Una, no vale do Paraíba, na década de 40. Em 1948, instalou-se ali a Fazenda Modelo da Penitenciária do Estado.
A penitenciária deixou de ser uma fazenda, embora esteja em solo fértil, de terra roxa. Na Tremembé, ninguém pega na enxada.
Os detentos hoje têm outras ocupações. Podem cuidar da marcenaria, da cozinha, da manutenção do prédio. Um dia é descontado da condenação para cada três trabalhados, no caso dos condenados, obviamente. Mas ninguém é obrigado a trabalhar. Há quem prefira ficar na cela vendo tv.
O Castelo de Caras tem alguns rituais. Os convidados são recebidos com festa, champanhe. A Prisão de Caras também tem os seus. Ao fazer o check in, por assim dizer, Abdelmassih teve de cortar o cabelo e raspar o bigode, em um dos procedimentos da casa para manter a higiene e a disciplina.
Em um vídeo no site da revista, uma famosa afirma que no Castelo de Caras, versão Nova Iorque, “tudo parece um sonho”.

> Médico acusado de abuso sexual passa seu primeiro aniversário na prisão.
outubro de 2009
> Caso Roger Abdelmassih.
Comentários
Como Abdelmassih nunca conheceu limitações, não há motivos agora para lamentar-se.
Éh! Entrou como um leão na alta Sociedade e esta saindo como um cão.
Em todos os presídios brasileiros existe o chamado "seguro" todos os que se sentem ameaçados podem pedir o seguro.
Fico imaginando a corrupção que rola nesta negociação:o advogado que vende o lugar no presídio, o diretor que aluga o xadrez, o juiz que pede o dele para assinar a tranferência.
Ratatuia esta é a justiça brasileira!
Ruim é saber que tudo isso é verdade.
Escrevo isso, com todo o respeito que os citados maridos (assim como os demais esposos das vítimas do Lixo Humano) merecem, pois também são vítimas!
Tenho a consciência de que qualquer casal com condições financeiras e problemas de infertilidade, procure o "melhor" para realizar seu sonho...
Eu nao tenho pena nenhuma,principalmente desse que é mais um delinquente como qualquer outro.E nao concordo com cadeia decente pra quem tem nivel superior,DEVERIA SEREM CLASSIFICADOS POR SEUS CRIMES,OU SEJA BANDIDO CRUEL TEM QUE FICAR JUNTO AOS SEUS PARES SEJA UM ZÉ NINGUÉM DA VIDA OU NAO!!
É minha opiniao e pronto!!!
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