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Mestiços também querem cotas na universidade

Mestiços.do site do STF

Ao falar ontem na audiência pública promovida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o sistema de cotas aos negros em universidades, Helderli Fideliz Castro afirmou que os mestiços brasileiros também querem esse benefício.

Ela representou o Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro (MPMB) e a Associação dos Caboclos e Ribeirinhos da Amazônia (Acra).

Helderli afirmou que o sistema de cotas para negros da Universidade de Brasília (UnB) não é, a rigor, medida de ação afirmativa porque não visa combater discriminação racial de cor, origem e nem corrigir seus efeitos.

Para ela, o sistema de cotas da UnB, inversamente do que defendia Darcy Ribeiro, fundador da universidade, tem por base uma elaborada ideologia de supremacia racial que visa à eliminação política e ideológica da identidade mestiça brasileira e a absorção dos mulatos e caboclos, dos cafusos e outros pardos pela identidade negra, a fim de produzir uma população exclusivamente composta por negros, brancos e indígenas.

Disse que, atualmente, para concorrer às vagas por meio de sistema de cotas o candidato deverá ser de cor preta ou parda, declarar-se negro e optar pelo sistema de cotas.

“Assim, as cotas da UnB não se destinam a proteger pretos e pardos em si. Pretos e pardos que se auto-declaram mestiços, mulatos e caboclos são excluídos do sistema de cotas da UnB”, disse.

Falou que instituições como a UnB estão ensinando o mestiço a ter vergonha de sua origem por falta de uma identidade.

“Seria normal o branco ter identidade branca, o negro identidade negra, o índio ter identidade indígena, mas o mestiço não pode ter identidade mestiça”.

> Casos de racismo.

Comentários

Paulo Lopes disse…
Também do site do STF.

'Cotas só deveriam ser destinadas às pessoas de baixa renda, independente da cor'


“A elite não precisa das cotas", disse José Carlos Miranda, representante Movimento Negro Socialista. Para ele, as cotas deveriam servir aos estudantes de baixa renda, independente da raça, uma vez que os mais afetados pela dificuldade no acesso às universidades são os filhos dos trabalhadores.

“Imagine dois chefes de família que têm a mesma vida dura, que moram na mesma comunidade, um de pele clara e outro de pele escura. Imagine o trabalhador de pele mais clara perder a oportunidade de emprego em detrimento do seu vizinho que tem a pele mais escura. Imagine essa situação se repetindo por milhões de vezes numa situação de crise econômica”, exemplificou Miranda.

Ele ressaltou que há duas versões da história quanto aos culpados pela escravidão: uma diz que os responsáveis são os brancos e a outra, que são os negros. “Obviamente que são duas versões falsas, porque a história não foi feita pela luta de homens de cor contra homens de outras cores. A história se movimenta pelo conflito das classes sociais”, afirmou, destacando que, insistir nessa “espécie de romantismo histórico” é distorcer os fatos e buscar caminhos diferentes dos ensinamentos da história.

Em sua exposição, Miranda disse que as premissas da escravidão foram criadas nos períodos iniciais do capitalismo em razão da necessidade da exploração intensiva de mão-de-obra, da produção de mercadorias com baixa tecnologia e da alta rentabilidade. “Toda a escravidão, tanto de negros africanos como de índios, teve um objetivo: a acumulação primitiva do capital, o desenvolvimento do capitalismo”, frisou.

“Portanto, se houve o pecado capital da escravidão, ela não foi culpa de homens brancos contra homens negros e sim de uma nova classe social que surgia, a burguesia, e seu sistema de exploração”, afirmou Miranda, ressaltando que os beneficiários dessa superexploração foram as elites que estão na Europa “e suas sócias menores nas Américas e na África”.

De acordo com o representante do Movimento Negro Socialista, a aplicação das cotas raciais “só pode ser um atestado de incompetência do Estado brasileiro, que não conseguiu dar os serviços públicos gratuito de qualidade, em especial a educação, para seu povo”. Para ele, os recursos existem “e estão no orçamento há muito tempo. O que falta é a vontade política para reverter essa situação”.

Miranda concluiu ser possível diminuir essas imensas desigualdades sociais oferecendo educação de qualidade e gratuita para todos no ensino básico e fundamental, e aumentando radicalmente o número vagas nas universidades públicas.
Pangéia disse…
O sistema de cotas não surgiu para diminuir o preconceito mas sim para aumentá-lo. Porque cotar as pessoas pela cor ou pela classe social? Até uma década atrás, entrava para a vida acadêmica em Universidades particulares quem passasse em seu vestibular e tivesse dinheiro; entrava pela Universidade pública quem passasse no vestibular e tivesse disponibilidade financeira para fazer a viagem de mudança até a cidade da faculdade, como quem conseguisse uma bolsa de estudos, por exemplo. Hoje com o sistema de cotas, imagine essas duas situações:
1ª. - Você tem cor branca, prestou vestibular e passou. Porém, como o número de vagas para negros - de acordo com o sistema de cotas - ainda não foi preenchido, ele - o Governo que criou esse estúpido sistema de cotas - vai querer que você, justo você, que passou um ano estudando para o bendito vestibular - agora já lhe parece maldito - dê sua vaga para um negro que não teve a mesma sorte, ou seja, que foi reprovado no exame, só por uma mesquinharia de sistema de cotas!
2ª. - Você é negro, fez um sufoco, das tripas coração, se esforçou até a alma para passar nessa porra - desculpem - de vestibular, acabou passando no exame, porém agora, tem de ceder sua vaga par um branquelo. A desculpa? "Ah, sabe o que é? As vagas para afrodescendentes já foram todas preenchidas ... Melhor você tentar de novo no ano seguinte." Então você ficará, nas duas situações, apenas chupando o dedo.
Em minha modesta e humilde opinião, poderíamos pegar esse maldito sistema de cotas e enfiá-lo no cu! Ingresso em Universidade - tanto pública quanto privada - deveria ser aberto a qualquer um que passasse, independentemente de fatores como cor da pele, religião, sexo, opção sexual ou qualquer outro fator.
Antônio Garcia disse…
Sou contra as cotas raciais.
Mas sou 100% a favor das cotas para alunos oriuindos de escola pública. Vá em qualquer universidade pública pra ver, a esmagadora maioria são da classe média ou ricos, e tiveram condições de estudar em colégios particulares de ótima qualidade, além dos cursinhos caríssimos. E depois gozam do ensino de qualidade e gratuito.
Enquanto os jovens nas escolas públicas não consegue entrar na Universidade pública pois tve uma formação de péssima qualidade.
E esses alunos de baixa renda que quiserem fazer faculdade, acabam ralando pra pagar a mensalidade de uma particular de fundo de quintal.

Por isso sou totalmente a favor das cotas para alunos de escolas públicas. Além de ser mais justo e mais abrangente, pode dar uma chance ao aluno que se destaca na escola pública e não tem condições financeiras para conseguir a vaga na Universidade Pública.

Antônio Garcia
Marta Vilaça disse…
Concordo com o sr.Antonio garcia.Quanto aos negros ou mestiços, basta estudar vide os cargos ocupads:ministro Joaquim Barbosa, agora todos querem uma molezinha. O Brasil precisa acordar para a invasão de Chineses,Bolivianos e Africanos
que sobrecarregam os péssimos serviços do Estado:
água,eletricidade,saúde,educação,transporte, não pagam impostos,tomam os posto de trabalho e enchem as nossas ruas de camelôs vendendo produtos que destróem a indústria brasileira.Em breve eles estarão tomando vagas nas universidades públicas.Na China o estrangeiro é vigido e deportado.Na fronteira seis mil Brasilguaios, foram expulsos das terras que compraram e cultivavam no país vizinho.Se a vigilância sanitária visitar os bares,lanchonete e restaurantes dos chineses, não sobra um ja que todos são imundos.
Anônimo disse…
Esta afirmação do artigo acima não é verdadeira: "Helderli Fideliz Castro afirmou que os mestiços brasileiros também querem esse benefício". Ela não afirmou isto.

O pronunciamento da Sra. Helderli Castro em vídeo, texto e com as imagens apresentadas estão em http://nacaomestica.org/blog4/?p=620

Não é preciso dizer mais nada; está tudo lá.
Anônimo disse…
Olha só...acho icrível a sincronicidade histórica dos eventos.
Não me lembro de caboclos, ribeirinhos, cafuzos e outras "etnias" se manifestando contra ou a favor de nada!
Curiosamene, quando o Movimento Negro FINALMENTE consegue o debate a respeito de Ações Afirmativas e a adoção da mesma medida que tirou a África do Sul das 'trevas' o divide et impera articulado pela direita reacinária começa a mexer os tentáculos.
Curioso!?
Tanko disse…
Este comentário foi removido pelo autor.

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