Intensificou-se entre os jovens dos Estados Unidos a troca entre si pelo celular e computador de fotos e vídeos de seu corpo nu (ou parte dele). Tal comportamento se chama sexting.
Pesquisa da agência AP (Associated Press) e MTV mostra que 25% dos jovens (de ambos os sexos) já tinham mandado (ou continuam mandando) imagens eróticas para namoradas ou namorados. Estimativas que vinham sendo feitas por educadores não chegavam a tanto.
Esse foi o caso de Sammy, 16, de San Francisco, que admitiu que o envio de imagens de nudez do próprio corpo se tornou comum. Ele já mandou fotos para suas namoradas e delas teve retribuição.
Enquanto os pais se preocupam, o professor Peter Cumming, de uma universidade canadense, argumenta que o sexting tem de ser encarado com naturalidade porque se trata da versão moderna da “brincadeira de médico”, que era a forma pela qual os jovens de antigamente exploravam (no bom sentido) a sua sexualidade.
Por isso, disse ele, os jovens não devem ser punidos por causa desse tipo de troca-troca de fotos.
O problema é que os destinários dessas fotos enviam-nas as outras pessoas, e as imagens fazem um percurso cujo destino final acaba sendo quase sempre a internet.
De acordo com a pesquisa -- feita com 1.247 pessoas de 14 a 24 anos -- 70% delas afirmaram ter repassado as fotos que receberam para pelo menos uma terceira pessoa.
No Brasil ainda não foi feito nenhum levantamento sobre o percentual de jovens que aderiram ao sexting.
Mas ao se julgar pelos boletins de ocorrências das delegacias, os jovens brasileiros têm ‘brincado’ bastante de ‘médico’.
Recentemente, a delegada Nadir Cordeiro, de Goiânia (GO), disse que aumentaram as queixas de pais que têm filhas cuja nudez foi exposta na internet ou nos celulares dos colegas de escola.
A delegada passou tal informação quando estava cuidando do caso da divulgação de um vídeo que mostra uma estudante de 12 anos fazendo sexo oral em um colega de 14.
Por aqui, o sexting parece estar mais ousado.
> Casos de sexting.


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