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Campanhas se destinam a crianças de até 16 anos |
Essas informações – referentes ao período 2006/2008 – foram apresentadas hoje por Renata Faguentes, do Centro de Pesquisa em Alimentação Saudável do Departamento de Nutrição da Faculdade de Ciências da Saúde de Unb, durante audiência pública em Brasília.
Ela disse que os fabricantes desses produtos utilizam, na tv, apelos emocionais, como círculos de amizades e lazer, além de oferecer brindes para colecionar.
“A criança não consume o produto pelo produto em si, mas induzida pelo marketing”, disse ela à Agência Senado.
Existe o agravante, segundo ela, de que as crianças menores de seis anos não diferenciam a propaganda da programação de entretenimento.
Isabella Vieira Machado Henriques, do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, disse, na audiência, que a publicidade feita no Brasil para crianças menores de 12 anos é abusiva.
Falou que tal abuso é responsável, em parte, pelo fato de 30% das crianças brasileiras estarem com sobrepeso e 15% de serem obesas.
Ela defendeu a restrição dessas propagandas ou até a abolição dela, o que poderia reduzir o número de crianças obesas em até 30%.
Hoje, segundo ela, quanto à alimentação, o maior problema do país não é a subnutrição, mas a obesidade, que deflagra doenças graves, como o diabetes.
Do orçamento do Ministério da Saúde, 69% são destinados ao tratamento de adultos e crianças com diabetes, obesidade e câncer, de acordo com informação de Maria José Delgado Fagundes, da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
A audiência pública foi realizada para subsidiar a tramitação do projeto de lei 150 de 2009 da senadora Marisa Serrano (PMDB-MS) para regulamentar a propaganda de alimentos.
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