Sílvia (nome fictício), 43, deu um depoimento de mais de duas mil palavras à revista Marie Claire deste mês sobre o assédio sexual que, diz ela, sofreu do médico Roger Abdelmassih. Seu relato é parecido com o de outras mulheres, confirmando, assim, o ‘modus operandi’ (nas palavras do promotor de Justiça José Reinaldo de Carneiro) do especialista em fertilização in vitro.
O primeiro ataque do médico, afirma, ocorreu quando ela estava deitada em uma maca em posição ginecológica, com as pernas para o alto. “De repente, senti que ele estava passando as mãos nas minhas coxas. De dentro para forma. Deu uma alisada mesmo, com as duas mãos. Até tinha uma assistente na sala naquele momento, mas não estava olhando.”
Apesar desse abuso, que de início ela duvidou que tivesse ocorrido, de tão absurdo que lhe parecera, ela voltou à clínica do médico porque desejava muito ter um filho. Casou-se com 25 anos e estava tentando um filho a três.
Como não contou a ninguém sobre o assédio do médico (com tantas outras mulheres nesse caso), o seu marido fez com que ela continuasse o tratamento com Abdelmassih. Ele achava que Sílvia implicava com o médico.
Foi assim que, em uma das tentativas de fertilização, ao acordar de uma sedação, diz ela, o médico deu um beijo, um ‘selinho’, em sua boca.
“Eu ainda estava zonza. Senti apenas aquele bigodão horroroso encostando no meu rosto. Empurrei sua mão e perguntei o que ele estava fazendo. Disse para que parasse com aquilo. Pedi pelo amor de Deus. Ele disse que estava loucamente apaixonado por mim. Me perguntou o que podia fazer com o que estava sentindo. Eu só dizia para ele parar. “
O que se destaca no depoimento de Sílvia, além de sua descrição dos ataques do médico, é o relato da angústia que teve por causa do assédio. “Fiquei bem fragilizada.”
Ela conta que sentiu vergonha pelo que ocorreu, como se fosse a culpada pelo comportamento do médico. Teve crises de síndrome de pânico, durante os quais suas mãos e boca adormeciam. Tomou remédio faixa preta por um ano. “Achei que ia morrer.”
Mesmo traumatizada, Sílvia não desistiu de ter um filho e fez tratamento com outros médicos, até que, depois de nove anos de tentativas, ficou grávida de uma menina, que hoje tem 13 anos.
Só recentemente, quando os jornais começaram a publicar as acusações contra o Abdelmassih, é que Sílvia contou ao marido o assédio que sofrera. E, diferentemente do que acreditava, o seu marido foi compreensivo e lhe está dando todo o apoio. Hoje, ela é uma das mulheres que formalizaram à Delegacia da Mulher e ao MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo acusação a Abdelmassih.
Ela disse que na época não foi à polícia nem contou sobre o abuso do ‘cafajeste’ (sic) ao marido porque temia que fosse apontada como frustrada pelo fato de não ter conseguido engravidar-se com o tratamento de Abdelmassih. E esse é, aliás, um dos argumentos do criminalista Adriano Salles Vanni, advogado do médico.
Sílvia revela que, mesmo que se faça a Justiça, jamais será a mesma pessoa. Porque, diz, “o que ele [Abdelmassih] fez comigo e com outras pacientes é imperdoável”.
Íntegra do depoimento da Sílvia. Caso Abdelmassih.

Apesar desse abuso, que de início ela duvidou que tivesse ocorrido, de tão absurdo que lhe parecera, ela voltou à clínica do médico porque desejava muito ter um filho. Casou-se com 25 anos e estava tentando um filho a três.
Como não contou a ninguém sobre o assédio do médico (com tantas outras mulheres nesse caso), o seu marido fez com que ela continuasse o tratamento com Abdelmassih. Ele achava que Sílvia implicava com o médico.
Foi assim que, em uma das tentativas de fertilização, ao acordar de uma sedação, diz ela, o médico deu um beijo, um ‘selinho’, em sua boca.
“Eu ainda estava zonza. Senti apenas aquele bigodão horroroso encostando no meu rosto. Empurrei sua mão e perguntei o que ele estava fazendo. Disse para que parasse com aquilo. Pedi pelo amor de Deus. Ele disse que estava loucamente apaixonado por mim. Me perguntou o que podia fazer com o que estava sentindo. Eu só dizia para ele parar. “
O que se destaca no depoimento de Sílvia, além de sua descrição dos ataques do médico, é o relato da angústia que teve por causa do assédio. “Fiquei bem fragilizada.”
Ela conta que sentiu vergonha pelo que ocorreu, como se fosse a culpada pelo comportamento do médico. Teve crises de síndrome de pânico, durante os quais suas mãos e boca adormeciam. Tomou remédio faixa preta por um ano. “Achei que ia morrer.”
Mesmo traumatizada, Sílvia não desistiu de ter um filho e fez tratamento com outros médicos, até que, depois de nove anos de tentativas, ficou grávida de uma menina, que hoje tem 13 anos.
Só recentemente, quando os jornais começaram a publicar as acusações contra o Abdelmassih, é que Sílvia contou ao marido o assédio que sofrera. E, diferentemente do que acreditava, o seu marido foi compreensivo e lhe está dando todo o apoio. Hoje, ela é uma das mulheres que formalizaram à Delegacia da Mulher e ao MP (Ministério Público) do Estado de São Paulo acusação a Abdelmassih.
Ela disse que na época não foi à polícia nem contou sobre o abuso do ‘cafajeste’ (sic) ao marido porque temia que fosse apontada como frustrada pelo fato de não ter conseguido engravidar-se com o tratamento de Abdelmassih. E esse é, aliás, um dos argumentos do criminalista Adriano Salles Vanni, advogado do médico.
Sílvia revela que, mesmo que se faça a Justiça, jamais será a mesma pessoa. Porque, diz, “o que ele [Abdelmassih] fez comigo e com outras pacientes é imperdoável”.
Íntegra do depoimento da Sílvia. Caso Abdelmassih.
Comentários
muitos OUTROS ILÍCITOS, principalmente na área Financeira e Fiscal. "Onde há fumaça, há fogo, onde há fogo, há ...". Aguardem...
Vítimas, denunciem. Solidariedade as demais denunciantese a vcs mesmo.
Quem ve ele falando do cidadao de rua que esta triste por ele esta sendo denunciado(usou isso na defesa) , da igreja , da familia e da importancia de filhos para um casal , contra a adoçao por discriminaçao e por interesse proprio de faturar mais e sacanear mais gente, uma vez me falou assim vc fala em adotar mais quer escolher o tipo da criança cor etc
Confira o noticiário onde o médico revela seu suposto exagero de cuidados sob a filha e esposa:
http://veja.abril.com.br/180701/p_072.html
Já fiz a minha parte denunciando na Delegacia e no CRM, agora só me resta acreditar na justiça e acompanhar o desfecho, pois só assim impediremos que QUE OUTRAS MULHERES PASSEM POR ESSE HORROR!
E não esqueçam da vinheta:
"TV GLOBO: DE RABO PREZO COM O ROGER"
Agora, com relação aos filhos dele, principalmente os que trabalham na clínica, esses sim devem ter muito a dizer!
Mas a maior condenação já ocorreu: todo mundo sabe que independente do resultado de tudo isso na Justiça, de agora em diante caiu a máscara do tarado perante todo o Brasil!
Quanto as suas críticas, dispensa comentários mais alongados, nota-se que seu parco intelecto acredita na velha piada, "o culpado é o sofá, tira o sofá da sala". Ainda sobre suas palavras, respondo, "em um país civilizado, este maníaco ja haveria pago pelos seus crimes a muito tempo".
Caro(a) Anônimo(a: A bancarrota ética, moral e comercial do acusado ja ocorreu, só falta a justiça formalizar, ou vc ainda não percebeu.
Vocês, antes de refletirem " raiva, ressentimento, inveja, frustração, ódio pelo sucesso, "felicidade"" do médico ilustre, devem se comportar com civilidade e respeito.
Vocês ao se indignarem contra essa violência sórdida, contra um canalha covarde e asqueroso, apenas reforçam que não somos tão civilizados assim.
Deveriam deixar tudo como está, esquecer... Deixar uma celebridade brilhar,com seu dinheiro e poder, sem essa inveja dolosa e injusta como vocês destilam.
Deixem as classes nobres e bem sucedidas abusarem em paz dos frustrados de plantão. Afinal, romper esse círculo, denunciar aos ventos um criminoso ilustre é romper esse pacto civilizatório. Como somos primitivos! Onde vamos chegar? A vida deveria seguir normalmente com sua moral cínica, impune e sabuja.
Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaasssssss...como diria Drummond, no meio do caminho tinha uma pedra.
Mas deixo uma dica pro anônimo gênio da raça que é capaz de comover as pedras das calçadas com esse inédito, exclusivo e único pensamento desconcertante,sobre nós mediocres: não use de sofismas pra defender o Roger.
Isso é desonestidade intelecual, pusilanimidade.
Defenda-o sem covardias. De maneira direta. Ninguém, digo de novo, ninguém, neste espaço tentou defendê-lo sem tentar ferir a honra das mulheres que vão enfrentá-lo na justiça. Por que será?
Faça a defesa sem encher linguiça, sem sofismas razos e tediosos. Já é tempo. Quem sabe na corte do Roger tem espaço pra mais um bobo.
O seu PRECONCEITO é tão claro, tão nítido, que você esclarece em alto e bom tom, para quem tiver alguma dúvida: "aquela da moça que "viu" tenham dó, desde quando um depoimento assim pode virar notícia??" - fica claro que só deveriam virar notícia, no seu entimento, estrelas ou letrados. Se a pessoa for simples ou simplesmente não se comunicar bem, não merece ser ouvida. Que vergonha... a maneira como ela fala, faz ela menos testemunha do que os outros ? Ela demonstra que é uma mulher de peito e de coragem. Uma cidadã, meu amigo. Coisa que pelo jeito, você não é. Acorda, cara... É incrível como em algumas "cabecinhas" (que fique claro o sentido do diminutivo), vale qualquer argumento para defender o "Doutor".
Não vamos nos afastar do que realmente importa: estamos todos comentando sobre um fato represado há muitos e muitos anos: os abusos sexuais cometido pelo "médico"
Roger Abdelmassih, esse "Deus" da fertilização in vitro. Já são quase 70 mulheres (até agora) que tiveram a coragem de denunciá-lo, apesar de todo o seu poder (que se revela poder de papel...) Isso é um fato importantíssimo para construirmos uma sociedade melhor, um mundo melhor. Parbéns para essas mulheres. Tenho orgulho de vocês.
No mais, deixem os cães latirem...
Ele é repugnante, insolente, desprespeitoso nas palavras e nas açoes, ele teve coragem de dizer na minha cara vc quer um filho eu te dou um filho e depois quando o processo nao deu certo e fui cobrar os resultados, virou para mim e disse e vc acreditou no que eu te disse?, como pode existir alguem deste jeito. Outro sem o menor respeito é o filho dele que durante um ultrassom transvaginal, em um domingo de manha atendeu o telefone para combinar o almoço de domingo, me diga como alguem, pode ser tao desrespeitoso com a paciente e com o ser humano?! Realmente espero que esta corja de salafrarios, mal carater, sem vergonhas, ladroes paguem por tudo que fizeram todas nós mulheres passarmos, eu conheci outro medico que este sim é medico e ser humano pois a base do tratamento dele é respeito e consideracao aos pacientes. Espero que a clinica deste Roger feche pois ele nao merece ficar impune e se nao fechar espero que as mulheres nao o procurem pois existem muitos medicos e clinicas por ai e garanto pois eu passei por tudo isto, ele nao tem nada de especial ou diferente, quer somente arrancar dinheiro pois da hora que vc entra ate o final o que fala mais alto é o dinheiro. asduarte@uol.com.br
Nada + de notícias??? como está o andamento???
Gostaria te saber
Depois disso, a coisa vai pegar....
JUSTIÇA CONDENA MÉDICO POR ATENTADO VIOLÊNTO AO PUDOR EM MATO GROSSO.
" Um médico de cerca de 60 anos, de Água Boa, município de 20 mil habitantes no Estado de Mato Grosso, foi condenado a um ano e sete meses de prisão por atentado violento ao pudor. A sentença foi proferida neste mês pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ-MT) e a pena convertida em pagamento à vítima de uma quantia equivalente a 50 salários mínimos, além da prestação de serviços comunitários.
O médico foi condenado por molestar uma de suas pacientes dentro de seu consultório, em 2005. De acordo com o depoimento da vítima, o médico teria trancado a porta e colocado um biombo na frente para impedir a entrada de outras pessoas. Durante a consulta, ele teria mandado a mulher tirar suas roupas e depois a molestado.
Esse, no entanto, parece não ser um caso isolado. Durante as investigações, outras três supostas vítimas também procuraram a Justiça do Estado alegando terem sofrido abuso sexual do mesmo médico.
A forma de abordagem descrita pelas mulheres em todos os casos é igual. A paciente ia ao consultório e era instruída a tirar suas roupas. Assim que o médico se aproximava, ela era molestada."
Pois é... Roger, sua hora vai chegar!
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