
“Se isso ocorresse, muitas clínicas teriam o problema.”
Posso é um dos médicos ouvidos por Fabiane Leite e Karina Toledo, do Estadão, que não endossam a afirmação de Roger Abdelmassih de que a droga apresenta esses efeitos colaterais na proporção de 3% a 4% das pacientes.
Abdelmassih, o mais conhecido especialista em fertilização in vitro do país, está sendo acusado por 54 ex-pacientes (até a tarde desta segunda) de abuso sexual. Há inclusive o relato de uma mulher de Minas que teria sido estuprada.
O também anestesista Alberto Vasconcelos, da maternidade Pro-Matre, de São Paulo, afirmou que nunca teve paciente com sonhos ou alucinações eróticas. “Geralmente, elas relatam sonhos sem essa conotação.”
Desde que o caso passou a ser noticiado, no começo do mês, esta é a primeira vez que médicos autorizam jornalistas a publicar seus nomes.
Pacientes que passaram pela clínica de Abdelmassih e por outras afirmam que os especialistas em reprodução humana assistida sabiam dos abusos.
“Os médicos eram informados pelas pacientes e não tinham como provar, mas também ninguém se interessou em obter as provas”, disse uma ex-paciente.
“Eles foram corporativos em prejuízo das pacientes, da ética e da medicina.”
José Eduardo Neves, diretor médico da AstraZeneca, laboratório que produz o Diprivan (medicamento de referência do propofol), disse que é muito raro ocorrer desinibição sexual.
Pela literatura médica dos Estados Unidos, a reação se manifesta em menos de 1% das pacientes.
No ano passado, Abdelmassih foi intimado duas vezes a depor no Ministério Público, mas ele não compareceu alegando problema de saúde. Havia então menos de dez denúncias formalmente registradas. O médico vai ser chamado de novo, mas agora a sua situação é mais complicada por causa das denúncias que se acumulam e parte de mulheres de diferentes Estados.
Inicialmente, o médico dizia que as denúncias eram parte de um complô de concorrentes para desacreditá-lo. Agora fala dos supostos efeitos colaterais do propofol.
Um médico que não quis se identificar disse a este blog que o caso poderá ter “desdobramentos inesperados se não for abafado”.
> Abuso sexual não foi alucinação, diz ex-paciente do dr. Roger.
26 de janeiro de 2009
> Caso Roger Abdelmassih.
Comentários
Elas quando tomavam a anestesia,não conseguiam resistir ao Don Juan bigodudo! E ele não podia desapontá-las, é claro!
Façam-me o favor, esta foi demais!!!!
1º - Aceitei fazer um tratamento longo e desgastante física, psicologicamente e financeiramente? SIM.
2º - Fui incapaz de ter um filho? SIM.
3º - Sou mais uma daquelas que foram molestadas e abusadas por esse médico: NÃO SEI !!! Esta última dúvida é a que mais me angustia.
O meu apoio e solidariedade com todas as mulheres que por lá passaram.
Para cada caso denunciado, deve haver muitos outros ocultos, que irão aparecer a medida que o caso evoluir.
Minha solidariedade as vitímas, já quanto a este indivíduo,lembro que: "seu martírio apenas começou".
Sei que deve ser difícil denunciar uma pessoa titulada como poderosa e famosa, mas só assim teremos a justiça ao nosso lado, não vamos nos calar, ele sabe muito bem o que fez e uma hora sua consciência vai pesar.
O sujeito continua atendendo normalmente. Que cara-de-pau, que "sem-vergonhice".
E o séquito dele. Com certeza todos seus bajuladores...repito, todos -desde a faxineira até seus colegas um deles presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana- sabiam com certeza o que acontecia no consultório do dono psicopata da bela clínica na Av. Brasil de São Paulo. Um abominável desvio sexual.
Acho que a justiça tem a obrigação de agir logo e arguir todos os funcionários desse antro. Seus cúmplices.
Se apertar tenho certeza que a verdade aparecerá. E, claro, teremos então uma quadrilha ,pois saber e encobrir; seja por dinheiro, por covardia, por apatia... não concede inocência a ninguém.
Parabéns pela cobertura que vem dando a este caso, sua postura é um conforto para nós mulheres. Gostaria de destacar dois pontos desta lamentável história: a primeiro é poder fascinado que a categoria médico exerce sobre o imaginário social, a tal ponto de nos amedrontarmos diante deles, de negarmos o que sabemos sobre o nosso corpo e seu funcionamento. Essa imagem é reforçada pela classe médica que exibe seu jaleco branco como signo de um status que poucos alcançam neste país tão perversamente desigual; o segundo ponto é o conceito operativo de ética para esta categoria profissional. Ela só tem efeito para garantir as relações no interior do exercício da profissão. È uma ética pelo avesso que mascara o corporativismo no seu pior sentido e não protege o paciente. Por essa razão eles barbarizam e fica por isso mesmo. E, dessa forma construímos a muralha do silêncio.
Parabéns a todas as mulheres que estão fazendo as denúncias. Meu apoio moral, ético e afetuoso a todos as mulheres vítimas que, por razões diversas, não puderam denunciar o seu sofrimento.
Tereza Cristina
Salvador-Ba
É FÁCIL: O MP E O CRMSP DEVE OUVIR OS COLEGAS QUE TRABALHARAM COM ELE NOS ÚLTIMOS 15 ANOS. OU, FAÇAM DNA. É SABIDO Q ELE TROCAVA O MATERIAL DAS PACIENTES E DOS MARIDOS. É IMPOSSÍVEL TER RESULTADOS TÃO MELHORES QUE AS OUTRAS BOAS CLÍNICAS. NADA DE DIZER QUE É COISA DA CONCORRENCIA, DEPOIS DO FÁRMACO "PROPOFOL", QUANDO TODOS ANESTESISTAS A USAM E NUNCA TIVERAM ALUCINAÇÕES SEXUAIS, OU ESTÍMULOS SEXUAIS. O QUE ELE VAI INVENTAR AGORA??? eSTE CASO NÃO ESTOUROU ANTES, PORQUE TEM UM MÉDICO DA CLÍNICA DELE, QUE FAZIA PARTE DA DIRETORIA DO CRESP. HOUVE ELEIÇÕES, E A COISA VEIO A TONA!!! BOM TRABALHO , AGORA , AO NÍVEL DE MP E DELEGACIA DE POLICIA!
É ÓBVIO QUE TEM COISA AÍ!!!
Corporativismo ou cumplicidade! Credibilidade nenhuma. Moral e ética nem pensar. CFM deve seguir o mesmo caminho.
Esperamos pela dignidade do Ministério Público de São Paulo e dos delegados encarregados do caso.
Algumas perguntas ficam sem respostas ainda , qual é o nome do médico de sua equipe que faz parte da diretória do CRM ???
Segunda questão sem resposta , a sua equipe no mínimo é conivente ...
qual é a sanção a eles ??? a vigilância sanitária por muito menos tem fechado clínicas e consultórios de forma sempre truculenta e mesquinha , que é o nosso ganha pão de todos os dias ... e não fez nada em sua clínica suntuosa da Av. Brasil ...
Terceira questão porque o CRM não lança mão de sua prerrogativa de cassação temporária de sua licença médica até o final das investigações ??? como fez em casos anteriores mesmo sem provas evidentes como estas , que já atinge o numero de 60 mulheres que tiveram a coragem de se expor , e aquelas que preferem o anonimato , artistas e políticos ou outras autoridades ???
quarta e última , estamos mais uma vez diante de uma situação de dois pesos e duas medidas ???
Postar um comentário