“É puro horror”, comentou o juiz Joemilson Donizetti Lopes, da 2ª Vara Criminar de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. “A degradação do comportamento humano encontra-se retratada nestes autos.”
Os autos são do caso de pedofilia envolvendo o professor universitário Carlos Eduardo Martins Ivancko, 46, Ana Paula Souza e Silva, 27, que é sua aluna e namorada, e a filha dela de sete anos.
De acordo com o Ministério Público do Estado de Minas, em fevereiro de 2007, com o consentimento da mãe, Ivancko fez sexo oral na menina, além de, depois, tentar estuprá-la.
Em março daquele ano o professor e a mãe fotografaram e filmaram a menina em cenas pornográficas.
Na casa de um condomínio de classe média alta onde moravam Ivancko e Ana Paula, a polícia encontrou cerca de 80 fotos e seis vídeos nos quais aparece o casal com a menina, além de mais de 100 CDs e DVDs de sexo explícito. Essas informações são dos autos.
A 4ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) de Minas Gerais condenou os dois a 20 anos, seis meses e 18 dias de prisão por atentado violento ao pudor.
Antes da decisão do TJ mineiro, o juiz Lopes tinha condenado o casal a 54 anos de cadeia e a 200 dias-multa.
À polícia, Ivancko admitiu ter feito as fotos e os vídeos da menina, e a mãe confessou ter participado do delito. Mesmo assim, quando saiu a sentença do juiz, o casal recorreu ao TJ pedindo absolvição.
A alegação dos advogados de Ivancko e Ana Paula foi de que não havia provas que justificassem a acusação do Ministério Público, apesar da existência das fotos e dos vídeos.
“[O pedido de absolvição] não tem o menor cabimento”, disse o desembargador Eli Lucas de Mendonça, relator do recurso do casal.
A pena de 54 anos de reclusão do juiz Lopes foi reduzida pelo TJ a 20 anos porque os três crimes de atentado ao pudor atribuídos ao casal foram considerados um só. Na linguagem jurídica, foram tidos como “crime continuado”.
Se tiverem bom comportamento, Ivancko e Ana Paula deverão sair da cadeia antes de cumprirem os 20 anos.
Mas antes vão recorrer ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça).
> Professora diz o que é pedofilia; então Rosa fala de seu pai. (setembro de 2008)


6 comentários:
Paulo,
Bizarros comportamentos do ser humano estes,difíceis de compreender segundo o padrão normal de pensamento,eles são aberrações raras felizmente,mas atrozes para qualquer criança...
Estou com uma dúvida,a actualidade está mais violenta e agressiva para as crianças?
Estou com essa impressão,ela existe na sociedade,nas relações infantis e juvenis em escolas e outros espaços.
Ela é criada pela cultura,desde o cinema,música e videojogos,passando pelo ambiente menos inocente e mais cínico da sociedade contemporânea...
Abraço amigo,
joao
João, eu me faço a mesma pergunta: hoje em dia existe mais violência contra as crianças ou sempre foi assim?
Talvez a diferença esteja no fato de que hoje se noticia mais fatos horrorosos, como este do post.
Tenho certeza de que tal violência não seria divulgada dez atrás com a riqueza de detalhes. A sociedade era mais hipócrita.
Sou de opinião que é preciso divulgar horrores como este, ainda que eles provoquem engulhos, de modo que todos fiquem alertas contra os predadores.
Abs.
Paulo
Paulo,
Faço esta reflexão pois reportando-me ás recordações da minha infância,vejo como ela era tão diferente...não havia armas nas escolas,nem droga,nem sadismos covardes destes,recordo-me das brincadeiras de rua e campos,do convívio e da sociedade geral que estava incluído...há de facto grandes diferenças para pior,e só estou falando de á 15,20 anos atrás.
Julgo que elas não são unicamente fruto de exposição mediática...ela é uma vertente importante da batalha para diminuir estas violências.
Mas também não considero que estejamos ainda numa situação grave,muito pode e tem-se feito para contrariar.
Abraço amigo,
joao
As vezes tneho dificuldade de acreditar em certas noticias....
Vergonhoso
Maysa
É Paulo...
Väo sair por bom comportamento. E dar continuidade ao que iniciaram.
É esperar pra ver!
Ana...
Pois é, Ana: depois de tudo que fizeram, a ironia é que eles podem ter abreviada a condenação por "bom comportamento".
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