Os policiais federais da Operação Satiagraha – a da prisão do banqueiro Daniel Dantas -- foram seguidos em Brasília pelo menos seis vezes entre março e abril por colegas da própria entidade. Essa informação consta de relatório da Diretoria de Inteligência Policial da PF.
A perseguição teria sido feita em sete carros de marcas e modelos diferentes. Os policiais perseguidos descobriram que as placas dos carros eram falsificadas.
O delegado Protógenes Queiroz, que conduziu a operação até ser afastado por interferência do Palácio do Planalto, acusou uma jornalista da Folha de ter vazado a operação ao publicar que Dantas estava sendo investigado, mas antes de sair essa notícia os policiais da Satiagraha já estariam sendo perseguidos por seus próprios colegas.
Ou seja, dentro da Polícia Federal existem outras PFs, sabe-se lá quantas e a serviço de quem.
A informação da suposta perseguição está relatada na edição de hoje da Folha de S. Paulo pelo repórter Rubens Valente. Um bom trabalho de reportagem, que se deve aliás ao vazamento do relatório da Inteligência da PF. Qual das PFs? Vai saber.


2 comentários:
Em todas as polícias sempre existe um serviço de investigação interna, principalmente nas civis e na federal. Isso pode ter seus pontos negativos, mas ajuda a garantir que um policial não faça jogo duplo e passe despercebido.
Ok, Victor. Mas quem garante que quem está vigiando não esteja fazendo jogo duplo? A Operação Satiagraha deveria ser mantida sob sigilo dentro da própria PF, mas hoje sabemos que todo mundo sabia, inclusive o Daniel Dantas. E isso antes que uma repórter publicasse que o banqueiro estava sob investigação. E isso aí, meu caro. Volte sempre.
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