Teatro da CPI dos Cartões só apura migalhas

A CPI dos Cartões Corporativos, como se sabe, foi mais uma encenação de políticos da base de apoio do governo. Uma teatralização para enganar o povo.
Embora o próprio Lula tenha admitido haver sacanagem (sic) no uso dos cartões por parte dos ministros e funcionários do governo, a CPI nada trouxe à tona. Ou quase nada, só coisa miúda.
Por exemplo: descobriu-se que um servidor da FUB (Fundação Nacional de Saúde), um tal de José Sobrinho, gastou com o cartão R$ 100 em um motel de Brasília.
Outro exemplo: de acordo com o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), a Casa Civil pagou em setembro de 2003 um boleto no valor de R$ 112,11 ao provedor de internet Uol em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o filho do presidente.
As oposições ameaçaram criar no Senado outra CPI para apurar a farra no uso dos cartões. Mas ficaram só na ameaça, foi outra teatralização, porque o PSDB temia que a CPI governista divulgasse os gastos presidenciais da época de Fernando Henrique Cardoso.
Os políticos brasileiros (ou parte significativa deles) são uns artistas de quinta categoria. Mas em seu teatro, os bobos não são eles, é o povo.
> Governo pagou internet do filho do Lula, diz deputado. (Folha)
> O que já saiu neste blog sobre cartões corporativos.


2 comentários:
Bem que eu gostaria de umas migalhas.
Resumindo, gastou-se mais com a CPI do que o valor que foi gasto com os cartões. Era só para fazer burburinho. CPI ta virando modinha. Todo mundo vai querer fazer uma.
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